Inquietações sobre a nudez

Francine Piaia, do BBB9Eu nem precisava dizer, por força da obviedade: a nudez feminina é o evento mais fantástico que pode ocorrer acima da terra e debaixo do céu. Pela nudez, nascemos. Pela nudez, amamos e temos filhos. Rimos, choramos e sentimos. A nudez é o caminho da verdade e da vida, vos digo.

Dessa forma, desde tenra infância, interesso-me pela nudez. A feminina. Era preciso ver a nudez. Tocá-la. Prová-la. Sentir seu aroma. Escutar as batidas telegrafadas de um peito aberto.

Do estudo à prática. E, com a prática, mais estudo. Os anos passam, a pele passa, os pêlos desaparecem, os piercings genitais eruptam. Assistimos à nudez sublimada nOs Braços de Machado de Assis, nos folhetos, nas fotografias em preto-e-branco, nos primeiros filminhos mudos, nas revistas a cores, no VHS do lar, nas peças de teatro de vanguarda, no DVD pirata da Leila Lopes.

Saudamos cada nudez como se fosse a primeira. Porque, afinal, toda nudez é única, toda nudez é nova, e toda a nudez será perdoada.

Por isso folheamos as revistas de nudez, baixamos pornografia na internet, assistimos aos filmes explícitos, e vibramos quando um peitinho se descola da atriz principal do filme. Nem sempre somos compreendidos por nossas mulheres, nem sempre elas entendem que existem, no homem, o amor pela mulher e o amor pela nudez. E são amores distintos, ainda que nós homens amemos a nudez de nossas mulheres. O amor pela nudez é poligâmico, é amor ao mundo – mulheres, por favor, nos entendam. Consumimos nudez por amor, é só. Um ato de bondade.

E na senda da minha história com a nudez, a Playboy da maravilhosa e mais do que belíssima Francine Piaia me trouxe algumas inquietações filosóficas. Fez-me pensar no futuro. Fez-me refletir o que foi o meu passado.

A Playboy da Francine, e tenho certeza de que vocês que me lêem sabem do que estou falando (eu conheço o meu povo), é a Playboy da anti-nudez. O ensaio, ao contrário da tendência dos últimos anos, insinuou mais do que mostrou.

- Uma merda! – foi a minha primeira consideração, educada, sobre o ensaio.

Depois, numa noite repleta de insônias, tive outros pensamentos. Uma crise de consciência. Pelo menos, em uma das minhas muitas consciências.

Questionei as fundações da minha alma atormentada. Perguntei-me: quando foi que me tornara um deficiente erótico? Um portador de necessidades pornográficas especiais, quem sabe com direito a vaga nos estacionamentos púbicos? Por que não era mais capaz de ter prazer em imaginar a nudez? Será que a esse consumo desenfreado de mulheres nuas, de todas as formas, cores, tamanhos, silicones e photoshops me deixou insensível ao amor (pela nudez)?

Se, no século XIX, Machado de Assis escrevia sacanagem e excitava as pessoas com a descrição de dois braços femininos, por que no século XXI nós homens não poderíamos ficar com tesão por uma bela mulher e sua nudez de luz, sombras e idéias?

A minha reação de desespero e desamparo, concluí, nascera do amor por uma nudez que não conseguira completar, incapaz que era. Senti raiva, admito. E agora, como restaurar a minha habilidade em sonhar nudezes? Como um viciado, eu teria que reduzir a dose de imagens explícitas, paulatinamente, até voltar a sentir tesão pela capa da revista Boa Forma do mês. Até voltar a achar a Tina, da Turma da Mônica, a maior das gostosas.

Sim, amigos, é a nudez profunda que tento resgatar em minha vida. A nudez que escapa aos sentidos, é a nudez da imaginação que eu desencontrei, em algum lugar dessa caminhada imoral. Principio uma nova trilha, de iluminação. Sofrida. Suada. Áspera.

Preciso reaprender que a sujeira está nos olhos de quem vê. Quero meus olhos sujos de volta! E perdoem-me se eu sofrer alguma recaída, e comprar, por exemplo, a nova edição da Revista Sexy com aquelas duas gostosas se agarrando. Lembrem-se, amigos e amigas, a minha vida é amor. Sem amor, eu nada seria.

Adamastor e o Gafagnoto

O GafanhotoPouca gente sabe, hoje confesso pra vocês: no século XVII, fundei uma ordem secreta dedicada aos prazeres do tato – OS PUGNETTI. Pugna, sei que não precisava explicar pois meus jovens leitores são todos muito cultos, significa “Luta”. Então a Ordem lutava pela justiça com as próprias mãos, suadas e peludas, incansavelmente, diuturnamente, todas as noites antes de dormir, todas as manhãs depois de acordar, e no intervalo do café durante o expediente também.

Os tempos eram inquisitoriais, quem viveu o século XVII sabe do que estou falando. A Igreja nos perseguia, muitos de nós eram açoitados em praça pública. Mal sabiam os carrascos que o chicotinho de couro era bastante popular entre os Pugnetti.

Embora a contragosto de muitos membros, entramos na clandestinidade. O chicote era legal, mas o óleo fervente era um pouco além da conta. Passamos a atuar nos bastidores escuros e úmidos da História, porém sempre deixando nossos rastros pegajosos. Por exemplo, percebam o duplo sentido nas notas de um dólar. Aquele olho solitário na ponta da pirâmide; aquela águia de bico aberto, arreganhada por detrás do escudo do São Caetano, com suas mãozinhas pra fora segurando espetos e paus. Sim, amigos, os Estados Unidos da América tiveram, entre seus fundadores, muitos seguidores da Ordem dos Pugnetti.

Nós inventamos a Internet.

Pois enfim chegamos ao século XXI, firmes e fortes, ainda condenados pelo Papa da vez (aquele outro? Rá! Demos um jeito).

E numa bela noite, Gafagnoto, um de meus discípulos mais dedicados, me liga no meu I-Phone (nós inventamos a Apple, percebam a poesia da sacanagem embutida na marca). Ele diz:

- Mestre Adamastor, dominei a técnica para transcender este mundo físico e penetrar no mundo espiritual. É só uma questão da correta manipulação da Força.

Fiquei pasmo. Seria mesmo possível atingir a imortalidade via fricção carinhosa? Teria Gafagnoto descoberto o manuscrito perdido de Leonardo da Vinci? Minha querida namorada Scheila, que estava deitada ao meu lado, olhos apertadinhos de tanto sono, se virou para perguntar o que estava se passando. E eu:

- Nada não, Scheilinha, provavelmente só um delírio sem pé nem cabeça de um punheteiro de meia-idade. Por favor, volte a dormir, não repara nos meus gemidos, tá tudo bem, boa noite, amor.

Não suporto ver uma mulher chorar

Jelena Dokic, Roland Garros, 2009.

Roland Garros 2009: a australiana Jelena Dokic sente dores e abandona, em prantos, a partida contra Elena Dementieva, da Rússia. Estou comovido.

As eternas

Monica Bellucci e Sophie MarceauAqueles que me seguem no Twitter já leram sobre as minhas infiéis estagiárias, Jubiely e Sulamita. São umas queridas, umas docinhas de côco, como diria um famoso apresentador de programa de TV, bastante popular também na Internet.

Eu, senhor zeloso das minhas meninas, tenho cuidado delas da melhor maneira possível, para que não lhes falte nada – a água na tigela, os pêlos sempre lustrosos e escovados, o branco dos olhos de um brilho ofuscante. Bumbunzinhos empinados e sutiãs meia-taça, de grife.

E ensino truques às meninas, caso contrário passariam o dia a lamber-se sem objetividade. Verdade, confesso, no início era divertida, toda aquela lambição. Entretanto, como sempre digo às minhas pupilas, a língua deve ser usada com objetividade e precisão, ou acabamos morrendo por ela.

Ensinei Jubiely a trazer, em sua boquinha de gloss fosforescente, as minhas revistas até a nossa cama (enquanto Sulamita me traz as pantufas e o chicotinho de couro). E, belo dia, com indescritível satisfação, saboreei a Paris Match ensalivada da semana: lá estavam, maravilhosas para além da língua, Monica Bellucci e Sophie Marceau.

Quando vi a capa, imaginei-me como o mais cândido e invisível dos fungos, navegando de uma epiderme a outra, um oceano de pele depilada repleto de tranqüilidade e de beleza. O Cristóvão Colombo das micoses. Sim, amigos, se houver reencarnação no universo, quero voltar evoluído como um fungo na virilha da Sophie Marceau. Daqueles que não saem com pomada alguma.

Junte a idade das minhas pequenas ajudantes e não dá uma Monica Bellucci inteira (perguntei-me: ó Senhor, quantas mulheres eu teria que juntar para dar uma Monica Bellucci? Que seja de TPM, vá lá, pra facilitar a conta. Enlouquecedora questão. Mulheres como ela insanam o mais racional dos homens, como eu).

Admirando as duas, assim abraçadinhas, se amando como se não houvesse amanhã, inevitável pensar que estão próximas de completar um século de beleza. Eu as vejo como monumentos das nossas vidas, eternos, indestrutíveis, à prova do tempo, testemunhas impassíveis dos nossos risos e das nossas lágrimas. Pudesse eu conquistá-las, proclamaria para quem pudesse ouvir: “soldados! Do alto dessas pirâmides, 40 anos vos contemplam!”

Minha avó e o Vasco

Club de Regatas Vasco da Gama, 1949

Quando a minha avó morreu, anos atrás, supus que diria algumas palavras durante o enterro. Imaginei que alguém da família me pediria algum depoimento bacana, dado que sou a eventuais poesias – junte uma personalidade cínica enclausurada num bom coração com as leituras certas na infância e você pode criar alguém que se acha escritor. Feito eu.

Eu não queria discursar mas, se fosse inevitável, preparara uma linha de argumentação que pudesse combinar emoção e humor. Sim, humor – apesar da tristeza da perda, um enterro de alguém que percorrera quase todo o século XX deveria ser uma celebração da vida e do tempo. Viver o que ela viveu era um motivo de alegria e creio que é assim que a família absorveu sua morte.

Aconteceu então que cheguei atrasado no enterro, por motivos alheios à minha vontade, e não houve brecha para que eu falasse qualquer coisa. Confesso que fiquei aliviado por não precisar discursar.

Um ano depois, fez-se a descoberta da matsevah. Lá estávamos todos reunidos novamente, no cemitério. Daquela vez eu não me atrasei, e algumas pessoas olhavam pra mim com olhos de “discurso discurso”. Eu sabia quais palavras proferir, desde o enterro no ano anterior, mas concluí que ali não era mais a oportunidade certa, que havia gente que não entenderia a mensagem, que poderia ficar ofendida.

Assim o tempo passou, guardei o segredo comigo. Agora resolvo tornar públicos alguns dos meus pensamentos da época. Obviamente, já obliterados pelos meus pensamentos recentes. Pensar demais dá nisso, você muda com freqüência.

As primeiras palavras do meu discurso seriam: “minha avó foi uma mulher formidável. Tão formidável que ninguém aqui conseguirá achar uma mancha no seu caráter. Eu mesmo só consigo encontrar um único defeito, inexplicável pela pessoa tão boa que era: minha avó torcia pelo Vasco.”

Sempre discuti com meus primos, como poderia a nossa idolatrada e perfeita avó torcer por “aquele-time-que-não-pode-ser-nomeado”? E ela era capaz de escalar os “scratches” vascaínos campeões da década de 40, sem titubear. Quando criança, tentava convencê-la a mudar de lado, mas nem todo o imenso amor que ela sentia pelos netos seria suficiente para que abandonasse a nau do almirante português.

Percebo, adulto, que existem lições de tolerância em tudo que ela dizia e fazia. Ela nos ensinou a tolerar os vascaínos. Mais que isso, aprendemos que eles podem ser amados. Quando adulto, conheci vascaínas adoráveis (não o suficiente para casar e ter pequenos vascaínos mas elas eram gente de ótima qualidade apesar de tudo). Tenho amigos vascaínos e tive o prazer de encontrá-los no Maracanã para uma cerveja, antes das partidas decisivas (e maior prazer depois dos jogos, quando o Flamengo vencia).

Em 2003, último campeonato carioca vencido pelo “Gigante da Colina”, recebi um telefonema inesperado – era minha avó, comemorando a derradeira glória vascaína de sua vida. Do jeito dela, me disse: “e o Vasco, hein?” O tipo da observação que me deixou puto. Ser sacaneado pela sua avó era mesmo o fundo do poço.

Hoje, a minha avó é uma lembrança que pertence aos vivos que aqui estão. Não viveu para testemunhar o time de coração ser rebaixado. Algum dia, o nosso mais querido e odiado rival também será uma lembrança, pois aprendemos nos enterros que ao pó tudo retornará. E não se enganem, até mesmo o Flamengo se acabará, alguns meses depois do apocalipse.

Mas o dia do Vasco ainda não chegou. Não foi no ano passado. Em 2009, retornará à primeira divisão, contando com a minha ferrenha torcida. A favor. Para que seja coroado o segundo colocado da série B. Será um júbilo para todos nós. E lamentarei que ela não esteja aqui para comemorar.

Por fim, creio que a melhor forma de avivar a lembrança da minha avó é recitar o time campeoníssimo de 1949, que conquistou o sul-americano um ano antes e foi base da seleção vice-campeã de 1950. Um timaço, o “Expresso da Vitória”. Enquanto houvermos vida, haveremos de celebrar os mortos. E o meu discurso terminaria com…

Em pé: Eli, Jorge, Augusto, Danilo, Barbosa e Sampaio.
Agachados: Nestor, Maneca, Ademir, Ipojucan e Mário.
Na arquibancada, feliz: minha avó, Rachel.

A melhor mulher do mundo (2) – a importância de ser fiel

Scheila Carvalho, sem comentários.

O maior calhorda do mundo é aquele que bate no peito e diz, eivado de suas certezas: “não olho pra mulher alguma que não seja a minha mulher”. Não percebe, submerso no pântano da própria insensibilidade, que a maior declaração de amor que poderia dar à sua amada é justamente a admissão pública de que, entre tantas outras de notáveis qualidades estéticas (fotoxopadas ou não), foi Ela, o Amor Único da Sua Vida, a escolhida para dividir os fluidos corporais, o ciclo menstrual irregular e as tais da alegria e da tristeza e da saúde e da doença.

Não sabe o canalha, ou intencionalmente oculta, que o amor é uma experiência religiosa e, como tal, exige disciplina e sacrifícios em prol de uma recompensa maior. Não há como fugir dessa via-crúcis. A fidelidade é sim um sacrifício voluntário, e este sacrifício é a coroa de espinhos de todo o relacionamento monogâmico. É preciso a compreensão de que a tentação engrandece a fé.

Ora, não vou tergiversar a respeito. A fidelidade é para poucos e bravos camaradas. Todavia eu, se fosse mulher, desconfiaria daqueles que não dispendem uma gota de saliva por Scheilas e congêneres. Um dia, amiga, esse sujeito bonzinho ao seu lado vai te acordar com uma faca no seu pescoço ou trocar você pela estagiária gordinha de aparelho nos dentes, o que for pior – sabe-se lá o que passa na mente opaca desse seu parceiro de cama.

O homem que contempla as outras, quando encara a sua amada, diz: “olhei para todas mas só vejo você”.

*   *   *

É uma madrugada de edredom. Chove. É um clichê, mas você realmente dorme aquele famoso sono dos justos. O telefone toca.

- Adamastor… socorro Adamastor…

Daqui a duas horas precisa estar de pé para ir trabalhar. Só você sabe o estrago que acordar de madrugada faz ao seu dia. Pensa que deve mudar o número e retirá-lo do catálogo. E ralha:

- Juliana, não ligue mais pra minha casa, em horário nenhum! – E desliga.

Sua mulher nem se mexeu, continua ferrada no sono das justas. Você filosofa sobre como a temperatura dela é agradável: fresca no verão, cálida no inverno. Então, se aproxima do seu corpo, por debaixo da coberta. Passa a mão na sua bunda e fecha os olhos, pensando, “Scheila, eu te amo”.

A melhor mulher do mundo (1)

É madrugada, você acorda num sobressalto, o telefone tocando. Minha sogra morreu, você pensa, levemente preocupado.

- Adamastor, Adamastor, é você? – A voz pergunta, chorosa e maviosa.

E aí você, que estava só acordado, finalmente desperta. E responde com outra:

- Scheila?

Exatamente, é ela mesma, Scheila Carvalho, derramando lágrimas por sobre o seu i-phone (i-phone dela).

Você então olha para o seu lado da cama, sua esposa se vira, olhos ainda lacrados pelas remelas da noite profunda. Ela pergunta, ainda sem abri-los:

- Quem é?

É a Scheila Carvalho dizendo que está triste, não vive sem mim e quer ficar comigo pra sempre. Você contempla o que foi a sua vida até então. Casou-se com a mulher pela qual foi apaixonado na juventude. Namoraram, brigaram, fizeram as pazes muitas e muitas vezes. Amaram-se debaixo da chuva, debaixo do sol, debaixo da neve de Bariloche. Ganharam e perderam dinheiro, construíram uma casa juntos, e fizeram uma filha, que é a princesinha de todo o seu mundo e que está dormindo o mais inocente dos sonhos, no outro quarto. Sua mulher engordou uns quilos com a idade, você pensa, mas ainda dá um caldo bem temperado, ainda chama a atenção dos homens. Ato falho, a palavra “ainda”. Profissional bem-sucedida, inteligente, articulada, tem uma paciência com as suas manias que nenhuma outra mulher teve ou, provavelmente, terá. E é torcedora do Flamengo: choraram abraçados naquele gol do Petkovic aos 43 do segundo tempo, quando você, emocionado, pediu a mão dela e acreditou ser invencível.

Mas, no telefone, a Scheila Carvalho aguarda, entre soluços.

Mas, ao seu lado, sua mulher repete, com o hálito quente do sono a lhe estapear a face:

- Quem é?

*   *   *

[depois dos comentários de vocês, a parte 2]

Intervalo para ir ao boteco – “PG-Porn”

PG-porn: Peanus. Belladonna é Lucy, Michael Rosenbaum (Smallville) é Charlie Brown, e o diretor do filme, James Gunn, é o Linus.

Amigos,

não deixem de ler este post, do colega Fausto Salvadori, no seu Boteco Sujo. O blog já é todo excelente, mas tenho certeza de que o assunto “pornô para menores” interessa a muitos dos depravados que me lêem, todos de bom coração feito eu. Alguns até recentes pais respeitáveis de família respeitável.

Em resumo: trata-se de uma seqüência de filmes curtinhos, dirigidos pelo americano James Gunn, em que são sacaneados vários clichês dos filmes pornográficos (que todos aqui conhecemos e prezamos) e onde não há cenas explícitas. Com a participação de atores reconhecíveis das séries de TV e de atrizes do gênero, aham, “adulto”. Abaixo segue o episódio “A Very Peanus Christmas”. Os outros podem ser vistos no Boteco. Ou, se preferirem, procurem no google.

A propósito, este blog também se inspira com a talentosa Belladonna, que costuma passar loucas férias de verão na minha gaveta de cuecas.

Ela merece, ela não merece

Viviane Araujo

No primeiro texto que escrevi neste blog, em 2007, falei sobre silicone e o nosso legado. Em outubro do ano passado, discorri sobre as qualidades que tornam uma simples gostosa em uma complexa e complexada musa inspiradora.

Amigos, em alguns momentos da vida, é preciso revisitar o passado para entender a integridade do tempo presente. Depois das reações à fotografia estrambótica logo abaixo, tive essa nostalgia súbita de mim mesmo, da minha boa índole, dos meus amores em broto.

Eu digo, caráter não se adquire – caráter, quando há, é coisa que se recupera da infância. Dizem que há caráter intra-uterino. Bom, não sei se é verdade. O meu, garanto, posso encontrar facilmente, perambulando embasbacado por filmes antigos da Aldine Müller.

Toda essa introdução para admitir que me sinto mal pela Vivi. E não é um incômodo recente não. Se eu pudesse, eu teria aconselhado, anos atrás: Vivi, não deixe que te façam tatuagens com nome de ninguém! Mulher nenhuma deve ser marcada, não são vacas, são espíritos que flanam ao sabor de brisas perfumadas e, eventualmente, pousam nas nossas vidas inodoras!

Diria ainda, Vivi, lembra que você foi a “garota bumbum”? Lembra que um dia existiu uma palavra chamada “bumbum”, e não havia “popozuda” ou “melão” ou qualquer outro termo depreciativo? E que, sendo tão simplesmente a “garota bumbum”, você foi capaz de iluminar uma geração?

Você já era o máximo antes de ser o que é, Vivi!

Confesso, eu mantenho com a Viviane Araújo outro tipo de relação, pura, paternal. Revista com a Vivi pelada? Não compro. Filminho de stripper? Não pirateio. Rainha da bateria do Salgueiro, tocando tamborim com tapa-sexo? Fico feliz por ela, a merecida campeã do carnaval!

E alguém poderá me inquirir, epa, Adamastor Goldman, você não comeria a Viviane Araujo? No que responderei, furioso, com outra pergunta, por que tipo de tarado perverso você me toma?

Todo dia é dia internacional da mulher

Dia internacional das popozudas, a beleza da mulher brasileira na foto do globo.com

Parabéns, meninas!  Vocês são o brilhante farol de proa que ilumina as nossas vidas obscuras! Obrigado por tudo!