
Capa da Revista Manchete em 1984
Depois de um longo e evangélico inverno, parece que muitos órgãos de comunicação voltaram a ser dominados pela indústria da pornografia.
Certo, sou um otimista incurável. Ainda temos um longo caminho para retomar as madrugadas televisivas dos pregadores e devolvê-las às pregas. Mas, repito: a baixaria está ganhando força. Vejam só que “topless” é das palavras mais buscadas no site da globo.com.
Nesta semana que passou, o mundo do entretenimento calhorda foi surpreendido com duas notícias, obviamente plantadas pelos Senhores da Sacanagem.
Na primeira notícia, Roberta Close, ex-mito, ex-travesti, ex-transexual, ex-homem, anuncia que posará nua novamente e que “não recebeu proposta para fazer filme pornô”.
Sabemos por experiência que, quando alguém aparece dizendo que “não fez um filme pornô“, só falta a divulgação da data da festa do lançamento do DVD (por favor, me convidem).
A segunda notícia, que surgiu sabe-se lá de onde, foi a de que o respeitado Grupo Sexxxy realizou uma pesquisa entre seus peludos clientes em que perguntou: “que celebridades você gostaria de assistir em nossos filmes artísticos-e-com-história?”
Não sei quem perguntou, nem quem respondeu. Não sei como alguém respondeu. Pra minha casa não ligaram, pra cá só ligam as senhorinhas da Creche do Menino Jesus da Ceilândia, a quem eu costumo informar que só adotarei a pobre menina Queyllen se ela for vacinada e maior de idade.
Pois bem, é com satisfação e saliva que reproduzo a suspeitíssima listagem abaixo:
1º Viviane Araújo
2º Carol Miranda
3º Sabrina Sato
4º Mulher Moranguinho
5º Mulher Melancia
6º Roberta Close
7º Sabrina Boing Boing
8º Fabiana Andrade
9º Nana Gouvêa
Por uma coincidência inexplicável (ahã), quem é que apareceu na listagem? Ela… a eterna musa de Erasmo Carlos, na sexta posição. Interessante também que nenhuma das divas relacionadas possui contrato com a Rede Globo… e se querem saber da minha opinão: VIVA VIVIANE, você merece, garota! É o reconhecimento do seu trabalho! E tenho dito. Nada a concluir, só a constatar.
* * *
A imagem inicial deste texto remete aos tempos em que havia uma conceituada revista semanal que botava uma mulher gostosa semi-nua na capa com chamadas de reportagens sérias e algum colunismo social. Cabeludos como eu tinham um bom motivo para ir aos barbeiros, locais onde indefectivelmente a Manchete era cortesia da casa. Eu apreciava em público e na plena luz do dia, por exemplo, a Xuxa (na sua fase mais legal, quando ela era cachorrona) e de tabela, pra não pegar mal, aprendia sobre os dissabores da Transamazônica ou do Projeto Calha Norte. Ir ao barbeiro era um evento de alto aprendizado, sexual e cultural. Bem mais instrutiva do que a Revista Caras.
E já que estou falando em Manchete, Xuxa e Roberta Close, registre-se: eu lembro desse programa aqui embaixo…







