Todo blogueiro é prepotente (inclusive eu)

Amigos,

gosto de Nelson Rodrigues, das mulheres, e de frases lapidares. Serão uma tônica nesta página, daqui por diante, as tais frases lapidares.

Não tenho paciência para apresentações, nem acredito em apresentações pessoais que sejam interessantes. Esta coluna não será um diário, nem aqui despejarei sobre vocês a minha miséria ordinária e as minhas pequenezas felizes. Então, sem mais delongas, prazer, eu, a lápide deste blog.

Quando um blogueiro inicia o seu desfiar de palavras no tempo, tem a expectativa de criar ao redor de si expectativas. Imagina que multidões de ansiosos o rodearão com seus comentários louváveis, suas opiniões construtivas. Supõe que criará em sua função uma comunidade e que fomentará a diversidade e rica troca de experiências.

A prepotência é mesmo divertida.

O site technorati , que é uma espécie de catálogo de blogs e afins, tem uma ótima frase de chamada que deveria nos colocar em nossos devidos lugares: “zillions of photos, videos, blogs and more (some of them have to be good)”. A qualidade do blogueiro é como vida em outros planetas: uma probabilidade viável apenas devida a enorme quantidade de chances.

E ainda assim, eu, prepotente, me acho bom o suficiente para iniciar mais uma série de textos na internet.

(a propósito, no momento em que escrevo estas linhas, o technorati retorna 4 ítens quando faço a busca pelo termo “udigrudi”: a página inicial do site, a página do Outros Filmes de Andre Blak, e mais duas referências ao blog de Bia Braune que ainda está por ser inaugurado – eu sequer existo)